O papel do Ubuntu na construção de uma sociedade antirracista a partir da cosmopercepção do outro
Palavras-chave:
Ukama, Racismo, colonialismo, ancestralidadeResumo
a filosofia africana do Ubuntu é essencial para a construção de novas subjetividades que pavimentem um caminho no qual a pluralidade, a diversidade e a ancestralidade se conectem com a finalidade de construir uma ética social que tenha como pressuposto a cosmopercepção do outro. É perceptivel sua existência nas religiões afro-brasileiras, onde a coletividade predomina sobre a individualidade. O objetivo deste trabalho é demonstrar que é possível transformar a sociedade, a partir dessa perspectiva, em um lugar plural e acolhedor, sem espaços para os preconceitos. Portanto, partindo de uma metodologia qualitativa e método afrocentrado, explicitamos a necessidade da reconstrução de uma práxis pautada na ética Ubuntu para superar o racismo, seus desdobramentos e construir uma cultura de paz. Através das análises desenvolvidas, concluímos que em uma sociedade racista construída sob a égide do eurocentrismo, quebrar os estigmas coloniais é imprescindível para fomentar a equidade étnico-racial, de gênero e outros parâmetros estabelecidos pelo colonialismo. No entanto, para transformar socialmente as relações, faz-se necessário perceber o Ubuntu no seu aspecto ancestral, coletivo e plural, numa perspectiva de aquilombamento e respeito à diversidade.
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